sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Uma alma covarde não é a minha


Uma alma covarde não é a minha

De:Emily Brontë
Tradução: Luiz Felipe Coelho

Uma alma covarde não é a minha,
Não é trêmula na tempestuosa esfera do mundo:
Eu vejo as glórias do Paraíso brilhar,
E a fé brilha igual, me dando armas contra o medo.

Oh Deus dentro de meu peito,
Todo-poderoso, sempre-presente Divindade!
Vida - que em mim repousa,
Pois eu - a Vida não morre - tenho Poder em Ti!

Inúteis são o milhar de crenças
Que movem os corações humanos: irremediavelmente vãs;
Sem valor como ervas daninhas cortadas,
Ou movediças espumas no meio dos oceanos sem limites,

Para fazer surgir a dúvida em alguém
Aderindo tão forte por tua infinidade;
Tão firmemente ancorado na
Rocha sólida da imortalidade.

Com o amor que tudo envolve
Teu espírito anima os anos eternos,
Permeia e protege,
Muda, sustenta, dissolve, cria e ergue.

Mesmo que terra e homem desaparecessem,
E os sóis e universos cessassem de existir,
E Tu fosses deixado sozinho,
Cada existência existiria em Ti.

Não há lugar para a Morte,
Nem um simples átomo que seu poder possa anular:
Teu - Teu é o Ser e o Respirar,
E o que Tu és poderá nunca ser destruído


Desde que assisti o filme O Morro dos Ventos Uivantes, fiquei apaixonada pela história e resolvi ler o livro que me deixou mais encantada com Emily Brontë.
Então sai a procura de poemas escritos por ela, achei alguns e resolvi postar esse que passa uma força e coragem baseada na única coisa que nos guia pelo caminho desconhecido da vida: a nossa fé.

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